sábado, 14 de março de 2026

A vida do texto

Fico extasiada com quem escreve bonito, só que sou arrebatada por uma leitura  elegante.

Ouvi que me exponho quando escrevo – discordo – faço-me conhecer. Tive a sensação, quando escutei, de haver um dispêndio de energia do leitor em captar pela obra o criador dela – não julgo – mas, às vezes, é perda de tempo se prender a biografias.

Porque, movida por um texto, decomponho minha alma; já por um autor (no máximo) tampono minhas rachaduras.

E tudo bem se um pequeno contingente de pessoas procura pistas da intimidade de um escritor no que ele próprio escreve, contudo, um best-seller do terror não é – não deveria ser – um assassino em série...

Bem como um poeta não se alimenta só de amores platônicos nem vive como o último dos românticos, aterrado em seus ardores ou refém de seus mistérios. O texto vive e a vida dele comove a gente.