Amigo,
Fique feliz que me avistou. Quando chamou-me pelo nome no supermercado, eu andei. Ouvi Márcia Japiassú e fui ao seu encontro. Para variar, comecei a assinar meu último sobrenome. Mas este detalhe você não sabe. Eu acho. O Japiassú soou tão orgânico, tão natural, que apenas ao nos despedirmos lembrei-me: Tínhamos um apelido. Na hora eu o esqueci; no tchau, ele voltou. Já era tarde. Antes de partir, deixou lembranças para mamãe — as quais compartilhei. Dividi com ela minha procura pelo verde dos seus olhos. Uma ligeira demonstração da minha falta de reparo e – quiçá – de memória. Você se foi com suas vasilhas e mantimentos; eu era a próxima na fila do caixa. Eu te observei dirigir e lembrei de quando trocou o pneu do meu carro; talvez não se recorde. Então, resolvi escrever. Pois, quando me perguntou “e seus textos?”, omiti: hoje não mais escrevo; eu me imprimo. Quando eu caibo nas frases, sou palavra, pontos e acento... eu me conecto. Estava com saudades, Xu. Como sempre, gentil, atencioso e cavalheiro. Seu sucesso é colheita. Sua vida é semente.
quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Amigo,
Assinar:
Postagens (Atom)