domingo, 15 de maio de 2022

Feliz dia da família

Quem pertence a sua família encontra cuidado e respeito nela? Qual a função de cada um de seus membros? Existe companheirismo ou só ordem? Minha mensagem, abrange laços sanguíneos, de alma ou mistura tudo; transmite igual o afeto que constituí quem é herdeiro ou criou-se diferente. Assim, como refletora de um amor franco, defendo a superação dos desafios até as conquistas. Sei, contudo, que é dureza viver a equidade em um mundo injusto como o nosso. Então, desejo que na sua parentela: você encontre apoio, inclusão e aconchego; e que no seu legado esteja o diálogo cheio de empatia. Eis meus votos para as nossas famílias: sabedoria farta, bravura atenta e mansidão constante.


💞









quarta-feira, 4 de maio de 2022

Meu bem,

Quando recebi sua mensagem, hoje, fiquei mobilizada e se contextualizo minha reflexão nesta carta aberta é por supor que ela talvez alcance mais criaturas lindas em situações análogas a sua. No primeiro momento pensei: logo ela? Esforçada, sagaz, organizada e EXCELENTE – em caixa alta de propósito. Mas, o fato é que "essas coisas" não escolhem a gente e calma, a gente também não escolhe elas. E tudo que pensei desde que nos falamos foi sobre frustração e como esta impacta nossa vida. Sei que quando olha para toda sua labuta e atual conjuntura do mercado fica triste. Isto, porém, não anula o ser humano potente que é. Daquelas aulas lindas que a gente leva para vida ficou uma que trouxe "os sintomas" da depressão como um sinal interno de que precisamos procurar ajuda, na época a professora ilustrou a homeostase (busca pelo equilíbrio e harmonia) com o exemplo da febre que também dá notícia de algo que precisa ser melhor investigado e cuidado para que o corpo se equilibre outra vez. Penso exatamente assim e penso que o luto pela falta que os resultados esperados fazem podem sim abalar nossos propósitos e essência. E você não tem do que se envergonhar. Gostaria muito de afinar o que sinto com o que escrevo, para que entenda que não escrevo bem, permita-me discordar – eu simplesmente coloco meus sentimentos em uma narrativa que os espalha até chegar aos olhos de quem lê.  Te amo e por amar decidi escrever "meu bem" ao invés do apelido carinhoso que a chamo, só para preservá-la.  É um direito seu enfrentar tamanho sofrimento psíquico sem ser exposta. Se eu pudesse palpitar, contudo, falaria: escove os dentes (não se esqueça), esvazie sua agenda de vez em quando, ao longo do caminho trate de se tratar ao ser tratada (certeza que compreende) e sobretudo lembre-se que não está só, há uma rede que te ancora e eu sou um pontinho nessa teia de afetos e acolhida que você precisa e merece. A propósito, descabelada ou chiquérrima a senhorita segue sendo estupenda – nunca duvide disso. Como digo, estamos juntas e conte comigo. No meu ver nossa amizade é pavimentada no respeito – tudo que nutro além do amor por quem tu és.



Da amiga.


Marcinha

domingo, 10 de abril de 2022

Anoitecida

Eu, às vezes, anoiteço quando o sol raia. De vez em quando, amanheço solar, mas, constantemente desperto e não acordo aquilo que dormita ao longo do dia. Levantar? Levanto! Sou craque em soerguer sonhos. Minha vaidade onírica não pede realização, pede ponderação. Sofro o impacto das emoções que sirvo, não costumo assimilá-las sem peneirá-las. Dos crivos que me filtram sou o mais ligeiro e se me julgo forte é pelo silvo da fraqueza ligado desde sempre. Como sei que o assobio do fracasso apita a derrota, desconheço outro alarme do sucesso que não a vitória – a conquista de si próprio; do seu território interno. Sou, assim, o cochilo bordado às margens do sol; a tarde estrelada em meio a um lual; o solo refém do tempo e seus contratempos!








sábado, 26 de março de 2022

Oremos

Que minha introspecção não abale minha cólera;

Que minhas certezas não demovam minhas indagações;

Que minha intensidade não barre a empatia e seus emissários;

Que minha desconfiança não transforme em paranoia a fé que me pertence;

E que minhas marcas não espelhem os palácios do meu imo às margens da pele.



sábado, 1 de janeiro de 2022

Querido ano,

Talvez o tempo acelere seus dias, as semanas saltem sem percebermos e os meses sejam maratonados como séries em tardes de domingo;
Talvez eu o conduza sem parâmetros, minha lista não se alinhe a sua e o meu calendário seja marcado conforme minha vontade acima do melhor pra mim;
Talvez o cerne da sua existência, controlado pela nossa essência, reluza o viço da esperança incubada na sua chegada tão querida;
E apesar de nenhuma articulação escapulir do controle humano, caberá a natureza reger o espetáculo da vida para o querer da gente não te diminuir.
Que não descartemos a chance de vivê-lo sem os velhos erros que cometemos no outro ano, que lá atrás ficou, para abrirmos nosso presente que é você: 2022.

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Não

Não se olhe no espelho,
Não se ame por inteiro,
Não conheça a si mesmo,
Não siga seus conselhos,

Não seja do seu jeito,
Não viva com esmero,
Não reze bons trechos,
Não publique o desfecho,

Não coma o recheio,
Não pontue os defeitos,
Não observe o contexto,
Não ajude um parceiro,

Não ouça um aventureiro,
Não se esqueça do ponteiro,
Não aproveite o travesseiro,
E não obedeça este texto.

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Posições

Escrevo de ouvido.
Não detalho o que escuto,
Pois ouço demais e
Pouso o que entra no que saí.
Ler eu leio de boca,
Sou mais vocal, mais oral.
Firmo isto em poesias.
E as assinalo sem regalias.
Para que o amor não morra
E eu não escorra;
Para que a vida (re)produza,
E eu não a reduza;
Tudo isto porque:
Escrevo de ouvido,
Leio de boca;
Inverto essas posições
E leio de ouvido,
Escrevo de boca...
E haja inversões...