segunda-feira, 20 de março de 2023

Sem frear seus sinais

Escrever é algo tão visceral que meus textos espalham alguns segredos. Neles articulo o que troco, elaboro e leio.

Dou andamento as palavras para não estagná-las, e alinho afetos expostos em frases bem nutridas e reais.

Em um parágrafo combino o que sei com o que é preciso para alimentar a esperança e rechaçar preconceitos.

Minha obra é a mistura do que aprendo com o que revelo aos que me inspiram e eu inspiro – sem frear seus sinais.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

O esboço de toda a minha gratidão.


O ano voou? Revoei e escrevi. Pus meu lado avoado para alar e senti com a velocidade das palavras o disparo da vida. Logo, quando houve a reação veio a redação. E embutida nela está como eu reajo a visita de vocês. Onde alguns veem números, vejo leitores, vejo aqueles que me confirmam e me inspiram. Daí, não teria como ser diferente, neste texto contém o esboço de toda a minha gratidão, cuja forma final desconheço, mas, caminho para encontrá-la. Obrigada, a você que é meu conterrâneo e vive aqui ou em outro país, a você que não é brasileiro e me acompanha da sua terra natal ou onde mora e é seu lar. Seja qual for sua localização, estejam seguros, sobretudo – firmados a um amor potente e abrangente repleto de saúde, empatia e paz.

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Acolhimento

Acolha suas escolhas...

Não se encolha,

Para que não te recolham,

Ao tentarem colher o que é seu...

Sem escolhas não se recolha,

Escolha te (a)colher,

E não encolha quem te acolheu.

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Aprender

Cabe a cada um de nós aprender a se escutar com o humor afetado pelo momento; aprender a acolher a dor sofrida que, às vezes, se manifesta sem aviso; e aprender a se mover em meio aos conflitos e seus prejuízos sem invalidar seus atravessamentos ou, o contrário, cultuar seus problemas. Isto resgata o amor embalado pela cautela de perceber-se parte de relações que abrigam pessoas distintas, porém ligadas ao repertório uns dos outros; isto viabiliza o pertencimento a um núcleo amoroso enredado pela vida em comum e respeitosa com os demais e consigo, inclusive com as oscilações presentes tão complexas e simples de tão significativas que são para eu, você e mais.

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Fique bem

Não há nada tão valioso dentro de você do que sua essência. A vida como uma costura de repertórios não elimina o agora e é para ele que te convido olhar. Mais do que aquilo que se apresenta em primeiro plano, onde – de repente – não há foco suficiente, ali há pistas do lugar que ocupa na teia de relações que o constituí e, às vezes, por transcender amor, pode enroscar-se. O que é compreensível até pelo cuidado com quem ama, além de acontecer em inúmeras famílias. Por favor, acredite em mim: é preciso encontrar o maior achado de todos na raiz de seus afetos por si mesmo, onde a lâmpada da vida acende ou reacende sua luz. E creia: a reflete, porque, tanta gente a contempla ao falar contigo, como também enxerga a pessoa potente e fantástica que é. Se a ansiedade bater e o controle dos eventos ao seu redor se esvair, respire – não podemos nos esquivar e proteger de todos os imprevistos, contudo devemos nos perceber e acolher sem nos culparmos ou martirizarmos por eles. E é nesse processo que reside a mudança anelada, quando não abraçamos as ações e reações do outro como se fossem nossas e sim nos apropriamos de como agimos enquanto agentes de transformação a começar pela mudança em nós – tal qual diria o clichê: "um passo de cada vez” – e assim ficamos bem. Então, fique bem.


sábado, 16 de julho de 2022

Esvoaçadas

Não é porque movimento as palavras que sou movida por elas. Tenho mais vícios de imagem do que de linguagem. Não mergulho nos ruídos como me inundo nos silêncios. Tem horas que sou só uma piscada e outras que sou uma janela aberta. Eu gosto é mesmo de ser porta escancarada, movida e comovida pela passagem dos ventos e por meia dúzia de frases esvoaçadas.

quinta-feira, 16 de junho de 2022

Desejo

Eu que esperava um certo cambalear a dois;

Que desejava partilhar a embriaguez com você.

Eu que vi o rasante do verbo glote a fora;

Que acatei a pureza do seu bendizer.

Eu que desaprendi a amar essa sabedoria toda;

Para poupar a ignorância de admirar-te outra vez;

Eu que escalei a estupidez com o fôlego mudo;

Alei com o impulso do seu adeus e voei.